Arquivo técnico
Revelação da imagem e reaproveitamento das matrizes  

Revelação da imagem na matriz

Terminada a fase de exposição da matriz à luz UV, passamos a jatear moderadamente a tela com água corrente. A parte da emulsão que ficou protegida da radiação pelas áreas pretas da arte, dissolve-se e sai com facilidade, deixando abertas, no tecido, as áreas correspondentes do desenho. A parte exposta pela radiação UV, ao contrário, endurece e fica presa à tela, formando assim, um fino filme impermeável.

Então, joga-se bastante água sobre a tela para ter a certeza de que saíram todos os resíduos de emulsão não exposta, evitando que sequem nas áreas abertas do desenho. Isso pode gerar falhas na impressão. Devemos então, secar a matriz; primeiro, retirando a maior parte da água com papel absorvente (ex: jornal) e, em seguida, efetuando a completa desumidificação em câmara de secagem (estufa), ou ainda utilizando um secador de cabelos.

Caso os indesejáveis furos (pontos abertos) apareçam, será oportuno usar um bloqueador - produto apropriado para retoques de detalhes na matriz. Nos casos de emulsão a base d’água faça o retoque com a própria emulsão.

Reaproveitamento das matrizes

Após a impressão, uma matriz pode ser reaproveitada com a completa remoção da velha emulsão, limpando perfeitamente a tela e preparando-a para receber uma nova emulsão e a gravação de uma nova imagem.

Emulsões destinadas a imprimir com tintas a base de solventes são de fácil remoção. No entanto, emulsões para tintas a base d’água requerem um pouco mais de trabalho e de cuidados.

Executar corretamente o processo é muito importante e disso depende a vida útil da tela. O uso de produtos não específicos, corrosivos químicos, como hipoclorito de sódio (água sanitária), comprometem a durabilidade da matriz causando perda de tensão antes do tempo, gerando pequenos furos e rasgos na tela, causando o rápido enfraquecimento do tecido.

Para remover a emulsão antiga da tela, existem removedores específicos, que mudam as ligações químicas das moléculas e convertem novamente a emulsão ao estado líquido. Quando ainda permanecem na tela resíduos de tinta de impressão, o removedor de emulsão não pode funcionar direito. Então, o primeiro passo do processo consiste em retirar todos os resíduos de tinta.

Esta operação pode ser efetuada usando um solvente em combinação com pasta de ação alcalina.

Aplique os dois compostos em ambos os lados da tela e deixe agir por alguns minutos apenas, pois a ação por tempo prolongado poderá agredir e corroer a tela.

Em seguida deve enxaguar até remover todos os resíduos de tinta. Uma pistola com jato de água de alta pressão poderá facilitar o trabalho.

Depois de retirados os resíduos de tinta aplique o removedor de emulsão, deixando agir por alguns minutos e retirá-lo em seguida com jato de água.

Atenção para não deixar o removedor na tela por muito tempo, pois pode ocorrer uma reação química contrária, e irreversível, que torne sua recuperação impossível.

Após a retirada da emulsão podem ficar manchas nos fios do tecido, que são vestígios de tintas usadas em impressões anteriores (fantasmas).

Estas manchas (fantasmas) devem ser retiradas, pois podem contaminar as impressões seguintes.

Os fantasmas podem ser retirados com a mesma combinação de solvente mais pasta alcalina.

Alguns fantasmas, como aqueles deixados por tintas catalisadas (bi-componente), são muito difíceis de se remover. Neste caso o processo deve ser repetido várias vezes. É muito comum o uso de farinha de trigo com solvente e pasta alcalina para facilitar a remoção de resíduos. A farinha de trigo penetra nas tramas do tecido e seu atrito pode arrancar estes resíduos. Mas deve ser usada em conjunto com o solvente e a pasta alcalina.

Imediatamente após a remoção de fantasmas, deve-se desengraxar a tela para que se interrompa a ação química alcalina dos agentes de limpeza. Caso contrário, continua a ação de agressão sobre os fios, o que pode danificá-los.

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