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técnicoAplicação da emulsão e gravação |
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Aplicação
da emulsão A tela esticada deve ser recoberta com camadas uniformes de emulsão foto sensível. É preciso fazer com que a emulsão penetre bem entre as malhas do tecido técnico, e forme uma camada mais plana possível na face externa da matriz (a face que ficará em contato com o substrato no momento da impressão). A aplicação é feita geralmente com a calha aplicadora, que deve ter uma borda sem defeitos e perfeitamente reta. A quantidade de emulsão varia de acordo com o acabamento que se deseja dar ao trabalho e com o número de fios/cm² da tela. Em geral, a maioria dos trabalhos é feita com duas camadas de emulsão de cada lado da tela, sendo que a última deve ser passada do lado interno da matriz. Com isso empurramos para o lado externo a massa fluida da emulsão, e deixamos a camada externa com maior espessura. Isso evitará impressões com “serrilhado” nos contornos dos traços. Depois da secagem da emulsão, se pode passar uma camada adicional no lado externo da matriz (úmido sobre seco) e secando novamente. Isto com a finalidade de tornar o mais plana possível a superfície externa da tela (aquela que estará em contato com o substrato, na hora da impressão). O manuseio das emulsões deve ser feito em local com
luz amarela e protegido da luz do dia (rica em UV), para evitar reações
fotoquímicas antes da exposição à fonte luminosa UV da sua gravadora. A secagem da emulsão deve ser feita preferencialmente em estufa. Na estufa a tela deve ficar em posição horizontal com a face externa para baixo. Isso evitará o escorrimento da emulsão enquanto em estado fluido e favorece o assentamento de uma camada levemente maior e mais plana na face externa. A câmara de secagem (estufa) deve ter uma entrada de ar quente (com soprador desumidificador), e, no alto, uma abertura de exaustão para que a umidade seja eliminada junto com o ar quente. A temperatura de secagem não deve ultrapassar os 35°C. A secagem da emulsão deve ser completa. Caso contrário, eventuais moléculas de água em volta de partículas de emulsão sensíveis à radiação UV prejudicarão a gravação. Exposição O diapositivo, ou arte opaca sobre folha translúcida, deve ser colocado em contato com o lado externo da tela emulsionada. É importante que este contato seja bem estreito. Para forçar o contato usam-se prensas de gravação que apertam com firmeza a arte final com a tela emulsionada. Temos prensas simples que prendem a arte final e a tela emulsionada entre o vidro, utilizando espuma e peso. Existem ainda, prensas a vácuo que fazem a mesma coisa, porém com mais agilidade. A fonte de luz deve ser rica em raios UV. Quanto mais rica a fonte, melhor o resultado. Se a lâmpada gera bastante calor, é necessário aumentar a distância entre lâmpada e vidro. Evitar o uso de mais de uma lâmpada. Fonte de luz com diversas lâmpadas tendem a gerar serrilhas nos contornos do desenho. Ao contrário, uma fonte de luz pontual gera contornos mais precisos. Lâmpadas halógenas oferecem bons resultados. Com estas lâmpadas podem-se gravar emulsões de bicromato, diazóicas e diazo + fotopolímeros; sendo que esta última emulsão exige exposição por tempo maior. O tempo de exposição é variável; depende do tipo de emulsão, potência e distância da lâmpada, espessura da camada, cor da malha, temperatura ambiente, umidade relativa do ar, etc. Se o tempo de exposição for insuficiente, a emulsão não ficará suficientemente dura e resistente, e poderá romper-se durante a impressão. Se o tempo for excessivo, a superexposição tenderá a fechar os traços finos e os pontos menores, os quais não abrirão durante a revelação com o jato de água. O fornecedor de emulsão pode dar as indicações aproximadas de tempo de exposição; Além disso, é recomendável o uso do “filme teste”, o qual permite determinar, mediante prova experimental, o tempo exato de exposição de cada matriz. |
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