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Uma das maneiras de
identificar um tecido é pelo número de fios/cm².
Esta contagem
determina a porção de área aberta. Conhecendo ainda o diâmetro do fio,
podemos medir com certa aproximação a quantidade de tinta que atravessa a
matriz e é depositada no substrato na fase de impressão.
Tecidos com menor número
de fios/cm² permitem uma maior passagem de tinta do que os tecidos
que têm contagem maior.
Este é um fator importante quando é exigida maior
cobertura ou quando o substrato absorve mais tinta.
Um fator influente é também a espessura do fio da
malha. Geralmente malhas com baixo número de fios possuem fios mais grossos
e mais resistentes. O número de fios por cm² deve respeitar as características
da tinta de impressão e ao mesmo tempo precisa oferecer estrutura de
suporte suficiente para os traços mais finos do desenho.
COR DO TECIDO
Quando devemos imprimir traços finos é importante
a cor da malha. Durante a exposição, a luz UV incidente que atinge os fios
brancos, por efeito da refração ótica é desviada, gerando assim, irradiação
secundária, a qual se infiltra de baixo dos limites das áreas opacas do
desenho. O resultado é uma gravação imprecisa com perda de resolução e
nitidez dos contornos e perda dos detalhes menores (pontos pequenos e traços
finos), além de redução da área do desenho. Os pontos podem ter seu
tamanho reduzido e o contorno dos traços pode ficar serrilhado. As malhas
amarelas (cor complementar da violeta) não desviam radiação UV secundária
abaixo dos traços opacos do diapositivo. Desta forma, a reprodução do
desenho na matriz se torna muito mais precisa e fiel ao original.
A exposição de tela amarela exige, entretanto um
tempo maior do que a exposição das malhas brancas (de 75% a 120% a mais).
ESTICAGEM E FIXAÇÃO DA TELA
Usam-se diferentes métodos para esticar telas. Se
quisermos obter boa qualidade de impressão e produtividade, é essencial
usar telas bem esticadas, de preferência com sistema de pinças pneumáticas
ou esticadores mecânicos com regulagem de tensão.
Durante a impressão, a tela bem tencionada se
desprende do substrato impresso imediatamente após a passagem do rodo,
efetuando assim um depósito uniforme de tinta sem textura com contornos e
cantos dos traços bem definidos e tornando a impressão mais rápida.
O grau de esticagem é medido em Newton. Quanto mais
Newton, mais esticada está a tela e mais precisa será sua impressão. O
grau de tensão da tela é medido com aparelho de precisão chamado Tensiômetro
ou Newton Tester.
Telas com baixa tensão causam dificuldades de
registro de cores; a tela tende a alongar-se sob a ação do rodo durante a
impressão, deformando o desenho gravado; apresentam-se manchas na camada de
tinta impressa e deficiência de cobertura. Imprimindo com tela de baixa
tensão, o tecido tende a não descolar do substrato impresso após a
passagem do rodo e tende a deixar uma camada irregular de tinta.
Uma tela bem esticada deve estar acima de 12 Newtons
(12 N).
Telas de fios mais grossos agüentam tensões
maiores do que as telas finas, devido à maior resistência dos fios de diâmetro
maior.
Com a esticagem a tela é fixada ao quadro, de
madeira ou metal, com cola bi-componente de forte tenacidade.
A camada de emulsão endurecida, a qual
impermeabiliza o tecido nas áreas em que a tinta não deverá atravessar a
malha é uma substância gelatinosa, densa, a qual aplicada sobre o tecido
nos dois lados com um aplicador (calha) deixa a malha de poliéster coberta.
Tal emulsão tem componentes sensíveis às radiações UV. A tela
emulsionada, depois de seca, deve ser acoplada em contato estreito, em
prensa de gravação (gravadora ou mesa de luz), com a arte final e em
seguida exposta à radiação luminosa. Com este processo fotográfico
obtemos a fiel reprodução do desenho sobre a tela emulsionada e, ao mesmo
tempo o endurecimento e a impermeabilização de toda a superfície restante
da matriz. Após a exposição, para revelar a imagem, removemos com um jato
d’água as áreas de emulsão que não sofreram radiação UV na sombra
dos traços opacos da arte.
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